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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

BOTAFOGO CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO CARIOCA DE 1977

Data: 13 de março de 1977
Local: Maracanã

AMERICANO 1 x 0 OLARIA
Gol: João Francisco
FLUMINENSE 0 x 0 PORTUGUESA
Decisão em escanteios: Fluminense 2 x 1
BONSUCESSO 1 x 0 GOYTACAZ
Gol: Tuca
AMÉRICA 2 x 0 SÃO CRISTÓVÃO
Gols: Bráulio e Mário
BOTAFOGO 0 x 0 BANGU
Decisão em escanteios: Botafogo 2 x 1
CAMPO GRANDE 0 x 0 MADUREIRA
Decisão em pênaltis (primeira série: empate em 1 x 1; segunda série: Campo Grande 2 x 1)
FLAMENGO 2 x 0 VOLTA REDONDA
Gols: Luisinho Lemos e Marciano

VASCO DA GAMA 0 x 0 AMERICANO
Decisão em escanteios: Vasco da Gama 1 x 0
FLUMINENSE 0 x 0 BONSUCESSO
Decisão em escanteios: Fluminense 1 x 0
BOTAFOGO 0 x 0 AMÉRICA
Decisão em escanteios: Botafogo 1 x 0
FLAMENGO 1 x 1 CAMPO GRANDE
Gols: Toninho para o Flamengo e Augusto para o Campo Grande.
Decisão em escanteios: Flamengo 5 x 1

VASCO DA GAMA 0 x 0 FLUMINENSE
Decisão em escanteios: Vasco da Gama 3 x 0
BOTAFOGO 1 x 0 FLAMENGO
Gol: João Paulo
Expulsos: Luisinho Rangel, do Botafogo, e Rondinelli, do Flamengo.

FINAL
BOTAFOGO 1 x 1 VASCO DA GAMA
Árbitro: Roberto Costa
Renda: Cr$ 510.695,00
Público: 19.
782
Gols: Luís Fumanchu, 30 do 1º tempo e Ricardo 12 do 2º
Prorrogação: Botafogo 1 x 0 Vasco da Gama
GoI: Ricardo, 4 do 2º
Botafogo: Ubirajara Alcântara, China, Odélio, Renê e Rodrigues Neto; Carbone (Mendonça), Ademir Vicente e Manfrini; Cremilson, Ricardo e Mário Sérgio (Tiquinh
o).
Vasco da Gama: Mazaropi, Orlando, Abel, Geraldo e Fernando; Zé Mário, Helinho e Dirceu; Luís Fumanchu, Ramon (Alcides
) e Wilsinho.


Fontes: Placar e Jornal do Brasil.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1928: Súmulas


BOTAFOGO 13 x 1 VILA ISABEL
Data: 08/04/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Octávio de Almeida (Jaburu)
Gols: Benedicto (5), Juca da Praia (3), Neco (2), Aché (2) e Ariza / Rogério (contra).
BOTAFOGO: Neiva, Rogério e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Neco (Henrique), Juca da Praia, Aché e Benedicto.
VILA ISABEL: Cotta, Jobel e Orlando; Ferreira, Adolpho e Dutra; Oswaldo, Aracino, Anthero, Cecy e Sylvio.
 
BOTAFOGO 2 x 2 BANGU
Data: 15/04/1928
Local: Rua Ferrer
Árbitro: Fernando Gonçalves da Silva
Gols: Ariza e Alkindar / Plínio e Ladislau
BOTAFOGO: Neiva, Octacílio e Orlando; Rogério, Cotia e Pamplona; Ariza, Neco, Juca da Praia (Alkindar), Aché e Benedicto.
BANGU: Princesa, Aragão e Conceição; Luiz Antônio, Fausto e Eduardo; Plínio, Ladislau, Santana, Médio e Antenor. Técnico: Vicente Jaconiani.
Obs.: O Bangu perdeu os pontos desse jogo por ter incluído o jogador João Pinto de Aragão, que estava irregular.
 
BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE
Data: 22/04/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Honório Mesquita
Gols: Ariza / Preguinho, Alfredinho e Lagarto
BOTAFOGO: Neiva, Octacílio e Orlando; Rogério, Cotia e Pamplona; Ariza, Neco, Juca da Praia (Alkindar), Aché e Benedicto.
FLUMINENSE: Coutinho, Paulo e Py; Nascimento, Fernando Giudicelli e Albino; Ripper, Lagarto, Alfredinho, Preguinho e Millon.
 
BOTAFOGO 1 x 3 FLAMENGO
Data: 06/05/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Oswaldo Travassos Braga  
Gols: Pamplona / Fragoso (2) e Agenor
BOTAFOGO: Neiva, Octacílio e Orlando; Rogério, Aguiar e Pamplona; Ariza, Neco (Alkindar), Nilo (Cotia), Aché e Claudionor.
FLAMENGO: Amado, Hélcio e Roseira; Benevenuto, Cabral e Flávio Costa; Cristolino, Vadinho, Fragoso, Agenor e Moderato.
 
BOTAFOGO 2 x 2 ANDARAHY
Data: 13/05/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Otto Gonçalves
Gols: Ariza e Aché / Bethuel e Telê
BOTAFOGO: Clóvis, Vairão e Octacílio; Cotia (Rogério), Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Benedicto, Aché e Neco.
ANDARAHY: Kuntz, Juvenal e Malta; Lemos, Nicolino e Império; Bethuel, Telê, Álvaro, Barcellos e Cid.
 
BOTAFOGO 1 x 0 BRASIL
Data: 20/05/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Eduardo Pinto da Fonseca Filho
Gol: Ariza
BOTAFOGO: Clóvis, Octacílio e Alemão; Rogério, Aguiar e Pamplona; Ariza, Juca da Praia, Benedicto, Aché (Claudionor) e Neco.
BRASIL: Joãozinho, Bianco e Raymundo; Zezé, Lincoln e Nilo; Waldemar, Bira, Coelho, Nelson e Octávio.
 
BOTAFOGO 4 x 4 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 27/05/1928
Local: Figueira de Melo
Árbitro: Francisco Alberto Costa
Gols: Juca da Praia (2), Rogério e Claudionor / Renato (2), Bahianinho e Claudionor
BOTAFOGO: Clóvis, Octacílio e Alemão; Cotia, Aguiar e Pamplona; Henrique, Benedicto, Rogério, Aché (Juca da Praia) e Claudionor.
SÃO CRISTÓVÃO: Balthazar, Jaburu (Lúcio) e Zé Luiz; Waldo, Henrique e Ernesto; Tinduca, Renato (Luiz Vinhaes), Vicente, Bahianinho e Theóphilo.
 
BOTAFOGO 1 x 2 AMÉRICA
Data: 03/06/1928
Local: General Severiano
Árbitro: João de Deus Candiota
Gols: Rogério / Oswaldinho e Floriano
BOTAFOGO: Clóvis, Alemão e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Benedicto (Juca da Praia), Rogério, Almir e Claudionor.
AMÉRICA: Joel, Pennaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano e Walter; Gilberto, Oswaldinho, Peres, Mineiro e Celso.
 
BOTAFOGO 1 x 1 VASCO DA GAMA
Data: 17/06/1928
Local: São Januário
Árbitro: José Luiz Paredes  
Gols: Juca da Praia / Américo
BOTAFOGO:
1º dia: Neiva, Alemão e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Benedicto, Rogério, Juca da Praia e Claudionor.
2º dia: Renato Pessoa, Octacílio e Rogério; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Almir, Juca da Praia e Benedicto.
VASCO DA GAMA:
1º dia: Jaguaré, Espanhol e Itália; Rainha, Nesi (Claudionor "Bolão" e Mola; Paschoal, Torterolli, Russinho, Américo e Patrício.
2º dia: Jaguaré, Hespanhol e Itália; Brilhante, Claudionor "Bolão" e Molla; Paschoal, Badu, Russinho, Américo e Patrício.
Obs.: Jogo suspenso faltando 39 minutos para o seu encerramento. Os torcedores invadiram o campo logo após o árbitro ter anulado um gol do Vasco da Gama, feito por Américo, que cometeu falta no goleiro do Botafogo. O restante do jogo foi disputado no dia 20.09.1928, com arbitragem de Gilberto de Almeida, quando o Vasco da Gama conseguiu o empate.
 
BOTAFOGO 5 x 1 VILA ISABEL
Data: 01/07/1928
Local: Rua Paysandu
Árbitro: Francisco Alberto da Costa
Gols: Ariza (3), Claudionor e Juca da Praia / Henrique
BOTAFOGO: Renato Pessoa, Alemão e Octacílio; Cotia (Vairão), Aguiar e Pamplona; Ariza, Hamilton, Rogério, Juca da Praia e Claudionor.
VILA ISABEL: Briani, Jobel e Sá Pinto; Orlando, Marcelo e Pedro Reis; Oswaldo, Mário Pinho, Fernando, Octávio e Henrique.
 
BOTAFOGO 1 x 0 BANGU
Data: 08/07/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Otto Bandusch
Gol: Rogério
BOTAFOGO: Baby Campos, Alemão (André) e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Hamilton (Benedicto), Rogério, Juca da Praia e Claudionor.
BANGU: Floriano, Conceição e Áureo; Zé Maria, Fausto e Coquinho; Plínio, Ladislau, Eduardo, Ennes (Médio) e Nicanor. Técnico: Vicente Jaconiani.
 
BOTAFOGO 2 x 3 FLUMINENSE
Data: 05/08/1928
Local: Rua Guanabara, Laranjeiras
Árbitro: Jayme Barcellos  
Gols: Rogério e Alemão / Millon, Ripper e Alfredinho
BOTAFOGO: Neiva, Alemão e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Benedicto, Rogério, Juca da Praia (Nilo) e Claudionor.
FLUMINENSE: Batalha, Paulo e Py; Nascimento, Fernando Giudicelli e Albino (Ivan Mariz); Ripper, Lagarto, Alfredinho, Preguinho e Millon. Técnico: Eugênio Medgyessi.
 
BOTAFOGO 2 x 4 FLAMENGO
Data: 19/08/1928
Local: Rua Paysandu
Árbitro: Oswaldo Travassos Braga  
Gols: Aguiar e Nilo / Vadinho (2), Chagas e Agenor
BOTAFOGO: Foca, Alemão (André) e Octacílio; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério, Juca da Praia e Claudionor (Benedicto).
FLAMENGO: Amado, Couto e Hélcio; Favorino (Rubens), Flávio Costa e Benevenuto; Christolino, Chagas, Vadinho, Agenor e Moderato.
 
BOTAFOGO 4 x 1 ANDARAHY
Data: 26/08/1928
Local: Rua Prefeito Serzedelo Corrêa
Árbitro: João Luiz Dias Ferreira
Gols: Benedito (2), Aguiar e Nilo / Telê
BOTAFOGO: Renato Pessoa, Octacílio e Orlando; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério (Alkindar), Juca da Praia e Benedicto.
ANDARAHY: Jayme, Raul e Barcellos; Ferro, Moysés (Nicolino) e Júlio; Bethuel, Popó, Ramiro (Gilabert), Telê e Cid.
 
BOTAFOGO 3 x 0 BRASIL
Data: 09/09/1928
Local: Rua Paysandu
Árbitro: Horácio Rhodes da Silva  
Gols: Nilo (2) e Pamplona
BOTAFOGO: Renato Pessoa, Octacílio e Orlando; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério (Claudionor), Juca da Praia e Benedicto.
BRASIL; Joãozinho, Raymundo e Bianco; Waldemar, Arthurzinho e Nilo; Nelson, Byra, Octávio, Coelho e Amadeu.
 
BOTAFOGO 2 x 1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 23/09/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Francisco Lobo
Gols: Benedito e Almir / Bahianinho
BOTAFOGO: Renato Pessoa, Octacílio e Orlando; Cotia (Juca da Praia), Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério, Almir e Benedicto.
SÃO CRISTÓVÃO: Balthazar, Zé Luís e Jaburu; Julinho, Henrique e Ernesto; Tinduca, João, Vicente, Baianinho e Theóphilo.
 
BOTAFOGO 2 x 2 AMÉRICA
Data: 30/09/1928
Local: Campos Sales
Árbitro: Artur de Moraes
Gols: Nilo e Cotia / Mineiro e Cotia (contra)
BOTAFOGO: Renato Pessoa, Póvoa (Orlando) e Octacílio (Jerônimo); Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério, Juca da Praia e Benedicto (Henrique).
AMÉRICA: Joel, Pennaforte e Hildegardo; Hermógenes, Floriano e Walter (Hugo); Gilberto, Miro, Sobral (Mário Pinto), Mineiro e Celso.
Obs.: Por ter o Botafogo escalado um jogador sem condições, o América ganhou os pontos.
 
BOTAFOGO 5 x 1 SYRIO E LIBANEZ
Data: 12/10/1928
Local: General Severiano
Árbitro: Jayme Barcellos  
Gols: Nilo (2), Almir, Rogério e Juca da Praia / Esperidião
BOTAFOGO: Renato Pessoa, Octacílio e Orlando Pessoa; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério (Juca da Praia), Almir e Benedicto.
SYRIO E LIBANEZ: Princesa, Gigante e Jayme; Arthur, Lolô e Rodrigues; Álvaro, Esperidião, Fernando Botafogo, Baiano e Miro.
 
BOTAFOGO 3 x 1 VASCO DA GAMA
Data: 21/10/1928
Local: Rua Guanabara, Laranjeiras
Árbitro: Arthur Antunes de Moraes e Castro "Laís"
BOTAFOGO: Renato Pessoa (Neiva), Octacílio e Orlando Pessoa; Cotia, Aguiar e Pamplona; Ariza, Nilo, Rogério, Juca da Praia e Benedicto.
VASCO DA GAMA: Jaguaré, Hespanhol e Itália; Brilhante, Nesi (Claudionor "Bolão") e Mola; Paschoal, Pepico, Russinho, Américo e Sant’Anna.
Gols: Benedicto (2) e Rogério / Russinho
Obs.: Renato Pessoa foi expulso; pelo regulamento da época, jogador expulso podia ser substituído.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1921: Súmulas


BOTAFOGO 1 x 3 BANGU
Data: 17/04/1921
Local: Rua Ferrer, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Paulo de Magalhães
Gols: Petiot / Nonô, Claudionor e Pastor;
BOTAFOGO: Oliveira, Palamone e Nestor; Coló, Mário Braga e Alfredinho; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
BANGU: Mattos, Luiz Antônio e Leitão; Coquinho, Joppert e Waldemiro; Frederico, Pastor, Claudionor, Nonô e Antenor.

BOTAFOGO 3 x 1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 24/04/1921
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Arthur Antunes de Moraes e Castro "Laís"
Gols: Petiot, Elviro e Leite de Castro / Bahiano
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
SÃO CRISTÓVÃO: Carnaval, Ary e Martins; Luiz Vinhaes, Epaminondas e Olivier; Arthur Lopes, Raul, Nicanor Rosa “Bahiano”, Arthur Santos “Bahianinho” e Dornelles.

BOTAFOGO 2 x 2 AMÉRICA
Data: 08/05/1921
Local: Campos Sales, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Máximo Martinelli
Gols: Petiot (2) / Chico e Gilberto
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
AMÉRICA: Baron, Perez e Barata; Hugo, Miranda e Avellar; Barroso, Gilberto, Chico, Muniz e Ciro.

BOTAFOGO 5 x 0 ANDARAHY
Data: 15/05/1921
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Arthur Antunes de Moraes e Castro "Laís"
Gols: Petiot (2), Riva, Vadinho e Luiz Menezes
Obs.: Por falta de luz, o jogo foi suspenso faltando 35 minutos para o final. O Botafogo vencia por 3 x 0. Os trinta e cinco minutos restantes foram disputados no dia 17 de julho de 1921, no campo da Rua Paysandu e tendo como árbitro Virgílio Fedrighi. Aconteceram várias substituições, registradas com os nomes dos jogadores entre parênteses.
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão (Sylla); Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot (Luiz Menezes) e Elviro.
ANDARAHY: Otto, Oscar (Americano) e Caratori; Sebastião (Nicolino), Bráulio e Coutinho; João, Cropper (Eneas), Gilabert, Telê (Waldemar) e Betinho.

BOTAFOGO 1 x 1 FLUMINENSE
Data: 22/05/1921
Local: Rua Guanabara, Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Robert Lindsay Todd
Gols: Riva / Fortes
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Coló, Alfredinho e Police; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
FLUMINENSE: Gerdal, Moreira e Motta Maia; Bordalo, Nascimento e Fortes; Paulo Vianna, Coelho, Welfare, Machado e Bacchi.

BOTAFOGO 2 x 2 FLAMENGO
Data: 05/06/1921
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Altamiro Mourão dos Santos
Gols: Petiot e Riva / Junqueira e Japonês
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Monti; Police, Alfredinho e Franco; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Sousa.
FLAMENGO: Kuntz, Burgos e Telefone; Rodrigo, Sidney Pullen e Dino; Galvão Bueno, Candiota, Nonô, Junqueira e Japonês.

BOTAFOGO 4 x 0 BANGU
Data: 03/07/1921
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Robert Lindsay Todd 
Gols: Riva (3) e Leite de Castro 
BOTAFOGO: Haroldo, Couto e Palamone; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
BANGU: Mattos, Luiz Antônio e Leitão; Oswaldo, Joppert e Waldemiro; Agenor, Pastor, Claudiomiro, Nonô e Antenor.

BOTAFOGO 1 x 0 FLUMINENSE
Data: 24/07/1921
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Robert Lindsay Todd 
Gol: Petiot 
Expulsão: Welfare.
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Sylla; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
FLUMINENSE: Marcos de Mendonça, Vidal e Chico Netto; Mutzembecker, Honório e Fortes; Paulo Vianna, Julinho, Welfare, Machado e Bacchi.

BOTAFOGO 0 x 1 ANDARAHY
Data: 07/08/1921
Local: Rua Prefeito Serzedelo Corrêa, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Ferreira Vianna Netto
Gol:  Gilabert
Obs.: Jogo suspenso faltando 12 minutos para o final. Os jogadores Elviro, do Botafogo, e Otto, do Andarahy, atracaram-se em luta corporal, o que provocou a invasão de campo. A sua conclusão seria em 4 de setembro de 1921, mas o Botafogo enviou ofício para a Liga, desistindo dos minutos finais. A Liga manteve o resultado: Andarahy 1 x 0.
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
ANDARAHY: Otto, Caratore e Americano; Nicolino, Bráulio e Coutinho; João, Russo, Gilabert, Waldemar e Machado.

BOTAFOGO 0 x 1 AMÉRICA
Data: 14/08/1921
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Robert Lindsay Todd 
Gol:  Chico
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Riva, Vadinho, Petiot e Elviro.
AMÉRICA: Tomich, Perez e Barata; Miranda, Oswaldinho e Avellar; Barroso, Gilberto, Chico, Muniz e Ribeiro.

BOTAFOGO 1 x 3 FLAMENGO
Data: 21/08/1921
Local: Rua Paysandu, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Pedro Santos
Gols: Leite de Castro / Candiota (2) e Junqueira
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Police, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Nilo, Vadinho, Petiot e Elviro.
FLAMENGO: Kuntz, Santiago e Telefone; Rodrigo, João Candiota e Dino; Galvão Bueno, Candiota, Nonô, Junqueira e Orlando.

BOTAFOGO 1 x 3 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28/08/1921
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Máximo Martinelli
Gols: Nilo / Rubens (2) e Nesi
BOTAFOGO: Haroldo, Palamone e Alemão; Braune, Alfredinho e Coló; Leite de Castro, Nilo, Vadinho, Arlindo e Neco.
SÃO CRISTÓVÃO: Carnaval, De Maria e Armando; Nesi, Epaminondas e Martins; Rubens, Raul, Léo Pinto, Salema e Bahianinho.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CURIOSIDADES ALVINEGRAS (3): A TRAGÉDIA DE DINORAH DE ASSIS



No dia 30 de maio de 1909, Dinorah de Assis foi autor de um gol na formidável goleada do Botafogo sobre o Mangueira, por 24 x 0. Duas semanas depois, o zagueiro alvinegro tomou parte do que foi denominado “A Tragédia da Piedade”.
Domingo, 15 de agosto de 1909. Na casa de número 214, na Estrada Real de Santa Cruz, na Piedade, no Rio de Janeiro, entra um homem agitado e nervoso. Era o grande escritor Euclides da Cunha, o autor de “Os Sertões”.
Bate palmas, é recebido pelo jovem Dinorah de Assis, a quem manifesta o propósito de avistar o dono da casa, Dilermando de Assis, irmão de Dinorah e aspirante do Exército.
Dilermando era amante de Ana de Assis, mulher do escritor. Vai logo entrando na sala de visitas. Aí, saca de um revólver e diz: “vim para matar ou morrer!”. Entra no interior da casa e atira duas vezes em Dilermando que, atingido, cai.
Dinorah, vendo o irmão ferido, tenta arrebatar a arma de Euclides. Ouvem-se mais dois disparos. Outro tiro e Dinorah é atingido na coluna vertebral, junto à nuca.
Dilermando, embora ferido, consegue apanhar o revólver, atira duas vezes sem atingir Euclides. Euclides aperta o gatilho de novo e recebe um tiro de Dilermando que lhe fere o pulso. Duelo de vida e morte. Tiros de ambos os lados e um projétil atinge o pulmão direito de Euclides, que cai morto ao solo.
Com a bala alojada no corpo, Dinorah continuou a jogar e foi campeão carioca pelo Botafogo em 1910. Mas perdeu os movimentos gradativamente, advindo-lhe uma desorganização cerebral e uma hemiplegia irreparáveis (ficou paraplégico). A situação levou-o a atos de desespero, chegando a ser ingressado no manicômio até que da última vez, não se sabe se num gesto de renúncia, em 1921, ele cometeu suicídio, atirando-se nas águas do Rio Guaíba, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Dinorah tinha 31 anos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O BOTAFOGO NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1920: Súmulas


BOTAFOGO 5 x 0 PALMEIRAS
Data: 18/04/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Virgílio Fedrighi
Gols: Petiot (2), Arlindo, Menezes e Neco
BOTAFOGO: Santa Maria, Monti e Sylla; Franco, Alfredindo e Police; Leite de Castro, Petiot, Arlindo, Nilo e Neco.
PALMEIRAS: Luiz, Eduardo e Dídimo; Raul, Paulistano e Octacílio; Júlio, Nonô, Nicanor, Guilherme e Orlando.

BOTAFOGO 2 x 0 VILA ISABEL
Data: 02/05/1920
Local: Jardim Zoológico, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Plínio Ribeiro Castro
Gols: Luiz Menezes (2)
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Franco, Alfredinho e Police; Leite de Castro, Petiot, Arlindo, Luiz Menezes e Neco.
VILA ISABEL: Carlindo, Jobel e Barbosa; Nemésio, Olívio e Braz; Alzemiro, Julinho, Bráulio, Ceci e Ceci II.

BOTAFOGO 7 x 3 BANGU
Data: 16/05/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Narciso Bastos
Gols: Arlindo (5), Petiot e Joppert / Luiz, Claudionor e Pastor
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Franco, Alfredinho e Police; Luiz Menezes, Petiot, Joppert, Arlindo e Vadinho.
BANGU: Mattos, Luiz Antônio e Leitão; Joppert, Claudionor e Pastor; Waldemiro, Frederico, Patrick, Gomes da Cunha e Luiz.

BOTAFOGO 1 x 0 ANDARAHY
Data: 23/05/1920
Local: Rua Prefeito Serzedelo Corrêa, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Pedro Santos
Gols: Joppert
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Franco, Alfredinho e Police; Leite de Castro, Petiot, Joppert, Arlindo e Vadinho.
ANDARAHY: Otto, Franklin e De Maria; Baptista, Bráulio e Sebastião; João, Gilabert, Apparício, Betinho e Telê.

BOTAFOGO 8 x 1 MANGUEIRA
Data: 27/06/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Henrique Vignal
Gols: Arlindo (3), Petiot (2), Joppert (2) e Police / Mazzeo II
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Coló, Alfredinho e Police; Luiz Menezes, Petiot, Joppert, Arlindo e Vadinho.
MANGUEIRA: Milla, Fernando e Albertino; Milton, Mazzeo I e Eurico; Mazzeo II, Motta, Eurico Mendes, Simas e Queiroz.

BOTAFOGO 4 x 2 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 04/07/1920
Local: Figueira de Melo, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Eduardo Magalhães
Gols: Vadinho, Joppert e Arlindo (2) / Braz (2)
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Police, Alfredinho e Franco; Luiz Menezes, Petiot, Joppert, Arlindo e Vadinho.
SÃO CRISTÓVÃO: Carnaval, Reynaldo e Otto; Martins, Epaminondas e Luiz Vinhaes; Evandro, Raul, Braz, Décio e Iracy.

BOTAFOGO 1 x 2 FLAMENGO
Data: 11/07/1920
Local: Rua Paysandu, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: João de Maria
Gols: Petiot / Geraldo e Junqueira
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Police, Alfredinho e Franco; Luiz Menezes, Petiot, Joppert, Arlindo e Vadinho.
FLAMENGO: Kuntz, Burgos e Telefone; Rodrigo, Sisson e Japonês; Carregal, Candiota, Sidney Pullen, Junqueira e Geraldo.

BOTAFOGO 1 x 3 FLUMINENSE
Data: 18/07/1920
Local: Rua Guanabara, Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Henrique Vignal
Gols: Vadinho / Welfare (2) e Machado
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Police, Alfredinho e Franco; Luiz Menezes, Petiot, Joppert, Arlindo e Vadinho.
FLUMINENSE: Ayrton, Moreira e Othelo; Laís, Sylvio Netto e Fortes; Mano, Zezé, Welfare, Machado e Bacchi. Técnico: Pode Pedersen.

BOTAFOGO 6 x 1 PALMEIRAS
Data: 01/08/1920
Local: Rua Guanabara, Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Paulo de Magalhães
Gols: Arlindo (3), Petiot (2) e Vadinho / Gonçalo
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Franco, Alfredinho e Police; Luiz Menezes, Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
PALMEIRAS: François, Orlando I e Teixeira; Raul, Sylvio e Octacílio; Orlando II, Nonô, Bahiano, Gonçalo e Júlio.
Nota: O árbitro escalado não compareceu. Foi escolhido o Sr. Paulo de Magalhães para arbitrar.

BOTAFOGO 6 x 0 MANGUEIRA
Data: 08/08/1920
Local: Rua Prefeito Serzedelo Corrêa, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Virgílio Fedrighi
Gols: Vadinho (4), Petiot e Nilo
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Police, Alfredinho e Franco; Luiz Menezes, Petiot, Vadinho, Nilo e Celso.
MANGUEIRA: Milla, Bebeto e Albertino; Pucci, Mazzeo e Coutinho; Mazzeo II, Eurico, Motta, Simas e Newton.

BOTAFOGO 1 x 3 FLAMENGO
Data: 15/08/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Virgílio Fedrighi
Gols: Vadinho / Sisson, Sidney Pullen e Junqueira
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Sylla; Police, Alfredinho e Franco; Luiz Menezes, Petiot, Vadinho, Nilo e Neco.
FLAMENGO: Kuntz, Burgos e Telefone; Rodrigo, Sisson e Dino; Carregal, Candiota, Sidney Pullen, Junqueira e Japonês.

BOTAFOGO 2 x 2 AMÉRICA
Data: 12/09/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Eduardo Magalhães
Gols: Arlindo (2) / Paulo Vianna e Perez
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Palamone; Franco, Alfredinho e Police; Luiz Menezes, Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
AMÉRICA: Arlindo Nunes, Perez e Barata; Nebulosa, Miranda e Avellar; Barroso, Edgard, Chico, Paulo Vianna e M. Curty.

BOTAFOGO 3 x 2 VILA ISABEL
Data: 10/10/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Virgílio Fedrighi
Gols: Vadinho (2) e Arlindo / Ceci I (2)
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Police; Franco, Alfredinho e Braune; Luiz Menezes, Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
VILA ISABEL: Carlindo, Jobel e Barbosa; Nemésio, Olívio e Bahia; Alzemiro, Ceci II, Cid, Ceci I e Julinho.

BOTAFOGO 3 x 4 AMÉRICA
Data: 24/10/1920
Local: Campos Sales, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Ayres Barroso
Gols: Vadinho (2) e Arlindo / Barroso (2), Edgard e Chico
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Nestor; Franco (Palamone), Alfredo e Police; Luiz Menezes (Victor), Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
AMÉRICA: Arlindo Nunes (Ribas), Perez (Elito) e Barata; Nebulosa, Miranda e Avellar (Ismael); Barroso, Edgard, Chico, Paulo Vianna e M.Curty.
NOTA: Jogo iniciado em 24 de outubro de 1920; interrompido aos 24 minutos do 2º tempo em virtude das fortes chuvas. Concluído em 16 de janeiro de 1921, no mesmo local, tendo como árbitro Carlos Miranda Santos. No América, Ribas, Elito e Ismael substituíram Arlindo Nunes, Perez e Avellar, respectivamente, enquanto no Botafogo Palamone e Victor entraram nos lugares de Franco e Luiz Menezes, respectivamente, na conclusão da partida.

BOTAFOGO 2 x 1 FLUMINENSE
Data: 07/11/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Paulo Buarque de Macedo
Gols: Leite de Castro e Neco / Welfare
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Palamone; Franco, Alfredinho e Police; Leite de Castro, Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
FLUMINENSE: Gerdal, Vidal e Chico Netto; Laís, Sylvio Netto e Salles; Mano, Zezé, Welfare, Machado e Bacchi.

BOTAFOGO 0 x 2 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 21/11/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Adauto de Assis
Gols: Renato Vinhaes e Raul
BOTAFOGO: Oliveira, Alberto (Monti) e Palamone; Franco (Hebraico), Alfredinho e Police; Leite de Castro, Petiot, Vadinho (Nilo), Arlindo e Neco.
SÃO CRISTÓVÃO: Frederico (Carnaval), Luiz Vinhaes (Rubens) e Martins; Castro (Luiz Vinhaes), Epaminondas e Nesi; Evândalo, Raul, Renato, Dornellas e Iracy.
NOTAS:
1. O árbitro escalado não compareceu. 2. Jogo interrompido aos 29 minutos do 1º tempo, quando o placar era 0 x 0, em virtude de conflito generalizado entre os jogadores. Concluído em 9 de janeiro de 1921. O árbitro neste dia foi Carlos Miranda Santos. 3. No Botafogo, Monti, Hebraico e Nilo substituíram Alberto, Franco e Vadinho, respectivamente; no São Cristóvão, Carnaval, Rubens e Luiz Vinhaes entraram nos lugares de Frederico, Luiz Vinhaes e Castro.

BOTAFOGO 3 x 4 BANGU
Data: 28/11/1920
Local: Rua Ferrer, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Ary Azevedo Franco
Gols: Arlindo, Vadinho e Leite de Castro / Pastor (2) e Claudionor (2)
BOTAFOGO: Oliveira, Alberto e Palamone; Franco, Alfredinho e Police; Leite de Castro, Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
BANGU: Mattos, Luiz Antônio e Leitão; Coquinho, Frederico e Waldemiro; Feliciano, Pastor, Claudionor, Patrick e Antenor.

BOTAFOGO 1 x 4 ANDARAHY
Data: 05/12/1920
Local: General Severiano, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Guilherme Pastor
Gols: Vadinho / Chiquinho (2), Gilabert e Cooper
BOTAFOGO: Oliveira, Monti e Palamone; Franco, Alfredinho e Police; Leite de Castro, Petiot, Vadinho, Arlindo e Neco.
ANDARAHY: Otto, De Maria e Hugo; Nicolino, Bráulio e Porfírio; João, Cooper, Gilabert, Chiquinho e Betinho.

Colaboração: Walter Iris.

RETRATO EM BRANCO E PRETO: MARTIM

 

Martim Mércio da Silveira nasceu em Bagé (RS), no dia 19 de novembro de 1910.
Um dos maiores “center-halfs” do futebol brasileiro, de muita disposição e ao mesmo tempo clássico e elegante. Essa posição, no tempo do sistema 2-3-5, se constituía num trabalho maior do que o exercido por qualquer outro em campo. Centralizava tudo, em torno dele girava um time, por isso alguns cronistas o determinavam como o pivô ou o peão de uma equipe. Havia também quem designasse o “center-half” como o eixo do time.
A carreira de Martim começou em 1928, no Guarany, de sua cidade natal, com 18 anos de idade.
No ano seguinte, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Curiosamente, ao chegar, inscreveu-se para jogar em dois clubes: Flamengo e Botafogo, e optou pelo segundo.
Sua estréia no Botafogo aconteceu em 12 de outubro de 1929, em Vitória (ES), num amistoso que o Botafogo venceu o Floriano local, por 3 x 0.
Duas semanas depois, estreou em jogos oficiais. No dia 26 de outubro de 1930, pelo campeonato carioca, o Botafogo perdeu para o Fluminense, por 2 x 0. Martim foi substituído por Edmundo.
Neste ano, sagrou-se campeão carioca, participando de 20 jogos e marcando 3 gols.
Foi campeão brasileiro jogando pela Seleção Carioca e campeão da Copa dos Campeões Rio-São Paulo, no ano de 1931.
Em 1932 fez sua estréia na Seleção Brasileira, no dia 4 de dezembro, em pleno Estádio Centenário, em Montevidéu, na vitória de 2 x 1 sobre o Uruguai, jogo válido pela Copa Rio Branco daquele ano, troféu conquistado sobre os então campeões mundiais.
Também neste ano tornou-se campeão carioca pelo Botafogo. Esteve presente em todos os 22 jogos disputados pelo alvinegro carioca e marcou três gols.
Passou quase um ano na Argentina, contratado que foi pelo Boca Juniors, de Buenos Aires.
Fez sua estréia no dia 16 de abril de 1933, com vitória de 3 x 1 sobre o Velez Sarsfield.
Menos de um ano depois, deixou a Argentina. Seu último jogo com a camisa do Boca Juniors foi em 19 de novembro do mesmo ano, na derrota de 3 x 1 para o River Plate.
Como curiosidade, duas semanas antes, 5 de novembro de 1933, Martim enfrentou o brasileiro Petronilho de Brito, que era jogador do San Lorenzo. O Boca Juniors perdeu de 2 x 0 e Petronilho de Brito marcou um dos gols.
Os cronistas argentinos o apelidaram de "La Fiera".
Regressou ao Botafogo e foi convocado para a Copa do Mundo de 1934.
Capitão da Seleção Brasileira, participou da partida (única) contra a Espanha, na Copa do Mundo de 1934. O time brasileiro perdeu por 3 x 1.
No dia 2 de dezembro de 1934, no estádio General Severiano, o Botafogo levantou o tricampeonato carioca ao vencer o Andaraí por 2 x 1. Neste jogo Martim fez sua reestréia no Botafogo.
Voltou a se sagrar campeão carioca em 1935, o quinto título do Botafogo no período de 1930 a 1935. O Botafogo utilizou nesses seis anos 69 jogadores. Martim foi um dos que mais jogou: esteve em 81 jogos.
Esteve com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938, na França, como capitão da equipe e participou de três dos cinco jogos.
Também nesta Copa aconteceu sua despedida da Seleção Brasileira, em 16 de junho de 1938, na derrota de 2 x 1 para a Itália.
Foram 27 jogos pela Seleção Brasileira (seis oficiais): 17 vitórias, 5 empates e 5 derrotas.
Permaneceu no Botafogo até 1940. Seu último jogo com a camisa do Botafogo aconteceu em 15 de dezembro de 1940, na vitória de 2 x 1 sobre o América.
No início do ano de 1941, o Botafogo acertou uma excursão ao México. O veterano Martim não só não foi incluído na delegação, como não teve o seu contrato renovado.
Para a campanha do campeonato carioca de 1944, Martim Silveira foi contratado para técnico Martim Silveira. Revelara-se nessas novas funções no Canto do Rio.
Na metade do ano, gravemente enfermo, Martim Silveira deixou a direção do Botafogo. Foi então contratado Ítalo Fratezzi, o popular Bengala.
Logo nos primeiros dias de fevereiro de 1946, Bengala preferiu voltar para Belo Horizonte e Martim foi novamente chamado para treinar o Botafogo.
Ainda foi treinador do Botafogo nos anos de 1952 e 1953.
Faleceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 27 de maio de 1972.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O NOVO CT DO BOTAFOGO


O projeto do centro de treinamento para as divisões de base do Botafogo, cuja área total será de 102 mil metros quadrados, contará com um pequeno estádio para os jogos, com vestiários, arquibancada e uma tribuna. Além disso, terá dois campos (mais um de grama sintética), piscina, hotel para concentração, sala de musculação, espaço para departamento médico, área administrativa e estacionamento.
O projeto está orçado em aproximadamente R$ 15 milhões e o clube já tem um parceiro engatilhado para a construção. A obra tem previsão de um ano. Como contrapartida para receber Marechal Hermes, o Botafogo recebeu o pedido do governador Sérgio Cabral para a criação de um projeto social no local.
O clube está finalizando a proposta para ser entregue ainda nesta semana. Serão 300 crianças carentes do entorno de Marechal Hermes que usarão o espaço do novo CT para aulas de natação, vôlei e futebol. Mas a ênfase será na parte educativa e médica.
O próximo passo do Botafogo será conseguir a liberação, junto à Aeronáutica, do terreno vizinho a Marechal Hermes, que também será incluído no projeto do CT. Nesse espaço serão construídos apenas campos. As conversas estão bem encaminhadas.
Assim que receber a cessão de Marechal Hermes, o Botafogo devolverá ao Governo do Estado o Caio Martins. Segundo o presidente Maurício Assumpção, a sede de Niterói não teria mais função e seria uma despesa extra para o clube.
Enquanto o projeto do CT não sai do papel, o Botafogo realizou obras emergenciais em Marechal Hermes ao longo dos últimos dois anos. O campo, os vestiários e a fachada foram reformados. Os alojamentos foram refeitos e hoje abrigam 23 atletas, a sala de musculação recebeu novos equipamentos e um auditório, que também é usado como refeitório, foi construído. Parte dessa estrutura será aproveitada para o CT.
O Botafogo investiu mais de R$ 4 milhões nas divisões de base e conta com cerca de 250 atletas em todas as categorias.

Fonte: Lance.

quinta-feira, 31 de março de 2011

RETRATO EM BRANCO EM PRETO: CARVALHO LEITE



Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite, ou simplesmente Carvalho Leite, nasceu em Niterói (RJ) a 26 de maio de 1912.
Centroavante no estilo trombador, chute forte, excelente colocação na área e grande cabeceador.
Ele é o segundo maior artilheiro da história do Botafogo com 261 gols registrados (atrás apenas de Quarentinha com 307) e o que fez mais tentos pelo clube em termos de campeonatos estaduais. Foi um dos dois únicos jogadores alvinegros, ao lado de Nilo, a participar da campanha de todos os títulos que culminaram no único tetracampeonato do futebol do Rio de Janeiro.
Disputou doze campeonatos cariocas pelo Botafogo, sendo por nove vezes seu artilheiro-mor e em três goleador máximo da competição.
Se isso não bastasse, participou de duas Copas do Mundo (1930 e 1934) e fez com a camisa da Seleção Brasileira 25 gols em 15 jogos. Por tudo isso, Carvalho Leite é considerado por muitos como o primeiro grande ídolo da imensa galeria de craques alvinegros de todos os tempos.
Começou sua carreira em Petrópolis, jogando pelo Petropolitano. Lá, já demonstrava seus dotes de grande artilheiro e, após integrar a Seleção do Estado do Rio, ao lado de outros futuros jogadores alvinegros como Ariel, Canalli e Afonsinho, foi trazido para General Severiano pelas mãos de Homero Borges da Fonseca, seu amigo e, como não poderia deixar de ser, um apaixonado pelas cores do Botafogo.
Corria o ano de 1929, e Leite já começava a se destacar nos treinos e amistosos, porém sem que ainda pudesse jogar oficialmente pelo novo clube, já que o regulamento da época exigia que, após a transferência de uma liga para a outra, o jogador tivesse que cumprir o estágio de um ano na nova entidade.
Sua estréia aconteceu no dia 14 de setembro de 1929, no estádio das Laranjeiras, na preliminar do jogo em que o time italiano do Bologna foi derrotado pela seleção carioca por 3 x 1. O Botafogo derrotou por 4 x 2 um combinado de jogadores da A.M.E.A. Além de Carvalho Leite, estrearam outros jovens que defendiam as cores do Petropolitano: seu irmão Fernando, Heitor Canalli e Ariel Nogueira, todos eles propostos sócios pelo dedicado e veterano Homero Borges da Fonseca. Os gols do Botafogo foram marcados por Juju (2), Burlamaqui e Paulinho e o time formou assim: Germano, Alemão e Fernando; Canalli, Ariel e Burlamaqui; Álvaro, Paulinho, Juca da Praia, Carvalho Leite e Juju.
O primeiro gol com a camisa do Botafogo viria menos de um mês depois, a 12 de outubro de 1929, num amistoso em Vitória (ES), na vitória de 3 x 0 sobre o local Floriano.
Assim, o primeiro campeonato que disputou foi o de 1930. O Botafogo vinha de um jejum de 18 anos sem títulos cariocas e o time aliou a experência de veteranos como Nilo, Octacílio, Pamplona e Ariza com o jovem talento de Germano, Martim Silveira, Paulinho Goulart e, principalmente dele, Carvalho Leite.
Dessa forma, foi formada a base para um grande time que conquistaria, não só o título desse mesmo ano, como também os de 1932, 1933, 1934 e 1935. Foi o artilheiro da conquista de 1930, com 14 gols. Ainda no mesmo ano, sua trajetória brilhante o levou a condição de titular logo na primeira Copa do Mundo da qual participou. Porém, a sorte não ajudou no Uruguai. Uma luxação no braço direito o tirou da partida de estréia do Brasil contra a Iugoslávia. Com a derrota neste jogo, a equipe brasileira iria apenas cumprir tabela no jogo seguinte contra a Bolívia, em 22 de julho de 1930.
Um jogo qualquer para muitos, mas não para Carvalho Leite que queria sentir o gostinho de vestir pela primeira vez a camisa da Seleção. Mostrando fibra, ele mesmo optou por tirar o gesso do próprio braço, e, dizendo-se recuperado, participou da vitória brasileira por 4 x 0. Apesar de não ter feito gols, foi muito elogiado pela imprensa uruguaia por ter sido o autor dos passes precisos que resultaram em dois dos gols brasileiros. Isso tudo, apesar das dores que o atormentaram no decorrer da partida.
Em 1931, foi emprestado ao Vasco da Gama, juntamente com Nilo e Benedito, para uma excursão à Europa. O Botafogo também excursionou, e, na volta, não houve tempo suficiente para se obter um melhor entrosamento para o time. Dessa forma, nem mesmo os 13 gols que o fizeram vice-artilheiro do campeonato foram suficientes para dar o bicampeonato carioca ao Glorioso.
Neste mesmo ano, num amistoso entre Rio de Janeiro e São Paulo, no qual Carvalho Leite fez de tudo, de passes milimétricos a gols espetaculares, o Príncipe de Gales, que aproveitara sua visita à Cidade Maravilhosa para assistir ao jogo nas Laranjeiras, fez questão de ir ao vestiário cumprimentá-lo pela excelente partida realizada.
Os quatro anos seguintes seriam de puro festejo e alegria para o Botafogo. E para Carvalho Leite não poderia ser diferente: tetracampeão carioca, artilheiro alvinegro nas conquistas de 1932 (20 gols) e 1935 (16). Segundo suas próprias palavras, o time se entendia as mil maravilhas, tanto dentro como fora dos gramados.
Veio a Copa do Mundo de 1934, na Itália, competição que não lhe deixou boas recordações. O Brasil estreou jogando em Gênova contra a Espanha numa partida eliminatória. Carvalho Leite, que à época revezava-se com Armandinho, ao lado de Leônidas da Silva, no ataque da Seleção, acabou ficando na reserva. A equipe perdeu e voltou mais cedo para casa. Após a Copa, excursionou com o selecionado por diversos países da Europa e acabou por tomar de vez a posição de Armandinho. Só que aí já era tarde demais: o sonho de se tornar campeão do mundo estava definitivamente terminado. Restou o consolo de ter jogado ao lado dos dois maiores jogadores que viu jogar naqueles tempos: Waldemar de Brito e Leônidas da Silva.
De 1936 a 1940, o Botafogo não conquistou mais títulos cariocas, mas Carvalho Leite afirmou cada vez mais sua condição de goleador, sendo o artilheiro do Glorioso nesses cinco anos consecutivos. Conquistou, também, a artilharia máxima dos campeonatos do Rio de Janeiro em 1936, 1938 e 1939, com 15, 16 (empatado com Leônidas, do Flamengo) e 22 gols, respectivamente.
Em 1940, seu último ano jogando uma temporada inteira pelo Botafogo, Carvalho Leite se contundiu no decorrer do campeonato, mas, mesmo assim, seus 10 gols foram suficientes para torná-lo um dos artilheiros do time na competição, ao lado de Pascoal e Patesko.
No dia 17 de março de 1940 fez sua última apresentação pela Seleção Brasileira, com derrota para a Argentina, por 5 x 1.
Em 18 de maio de 1941, em General Severiano, ao machucar-se gravemente no primeiro tempo de um jogo contra o Bonsucesso (vitória de 5 x 1), retirou-se dos gramados para nunca mais voltar. Neste jogo também aconteceu seu último gol com a camisa do Botafogo.
Fez com que uma grande lacuna fosse aberta, lacuna essa que foi prontamente preenchida por um jovem rebelde que aprendeu muita coisa ao seu lado. Jovem este que, como ele, chutava com os dois pés, cabeceava de forma certeira, era vaidoso e fazia tanto sucesso com as mulheres quanto o já doutor do Botafogo. Seu nome: Heleno de Freitas.
Seu último jogo com a camisa do Botafogo aconteceu em 15 de janeiro de 1942, em Salvador (BA), no amistoso contra o Bahia, com vitória de 3 x 1. Geraldino, duas vezes, e Geninho, marcaram os gols da vitória alvinegra.
Além dos títulos conseguidos no Botafogo, foi campeão brasileiro jogando pela Seleção Carioca em 1931, 1935, 1938 e 1939.
Pertenceu ao extinto Colégio de Árbitros e, formado em Medicina, foi o responsável pelo departamento especializado do Botafogo, cargo que ocupou por quase cinqüenta anos.
Foi treinador do Botafogo em várias ocasiões. De 1941 a 1943 e de 1951 a 1953.
Faleceu no Rio de Janeiro, aos 92 anos, no dia 19 de julho de 2004.